O caçula entre seis irmãos, Arthur Antunes Coimbra jamais imaginou o sucesso que estaria para experimentar ao ser levado para treinar no Flamengo.
Foi o radialista Celso Garcia o responsável pelo início da carreira daquele que seria
um dos maiores astros do futebol brasileiro.
Modesto Bria, o treinador das categorias de base do clube da Gávea, quase não acreditou quando Garcia lhe apresentou o menino. "É muito franzino. Não dá!" disse
o técnico.

Mas a perseverança de Garcia, felizmente, foi maior do que o preconceito de Bria
e Zico acabou sendo chamado para treinar.

Naquele momento começava a saga do maior artilheiro do Flamengo de todos os tempos, o segundo maior artilheiro da Seleção Brasileira, atrás apenas de Pelé e o líder do time rubro-negro em suas maiores conquistas.

Zico sempre teve de suar muito para conseguir o que queria. "Tive de matar um leão por dia para provar o meu valor", lembra hoje. Primeiro, para ser jogador de futebol.
Franzino, precisou submeter-se a sessões intermináveis de musculação e a dietas ultra rigorosas para adquirir massa muscular e suportar os choques naturais com os marcadores adversários.

Mais tarde, depois da conquista de três Campeonatos Brasileiros, um Tricampeonato Carioca, uma Taça Libertadores e um Campeonato Mundial Interclubes, Zico finalmente acalou os críticos e conquistou a admiração geral.
Ao encerrar a carreira no Japão, endeusado até hoje pelos admiradores lá do outro lado do planeta, Zico transformou-se num personagem histórico do futebol mundial.

É essa lenda viva que pretendemos registrar para sempre em película cinematográfica.
Este exemplo de perseverança e sublimação, capaz de provar a capacidade do brasileiro de superar obstáculos e preconceitos e tornar-se muito mais do que se espera dele.
Tornar-se herói.

VOLTAR